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Projeto realizado em favelas cariocas promove inclusão social através do esporte

  • 11 de jun. de 2017
  • 2 min de leitura

Instituto Reação/Divulgação

Entre inúmeras ONG's e projetos existentes nas favelas do Rio de Janeiro, o Instituto Reação é uma iniciativa que desempenha a função de viabilizar e apoiar a prática do judô no contexto dessas comunidades, auxiliando no desenvolvimento humano. Criado em 2003 pelo medalhista olímpico Flávio Canto, a ideia é introduzir o esporte como uma válvula de escape na vida de crianças e jovens, promovendo transformações sociais, educacionais e culturais.


Com origem no projeto "EducaAção Criança e Futuro" - onde Canto dava aulas como voluntário - o Instituto Reação começou a ser elaborado na Rocinha com a ajuda de 15 sócios, e hoje se estende por mais quatro polos pela cidade: Tubiacanga, Cidade de Deus, Pequena Cruzada e Deodoro. Hoje a escola de formação de atletas atende cerca de mil membros com idade variando entre 4 e 25 anos.


O Instituto recebe a ajuda de colaboradores e financiadores para manter o projeto, como Sportv, Vale, Cielo e a faculdade Estácio de Sá. Sobre a iniciativa, o presidente Flávio Canto diz: "A Reação é um sonho, foi a parte mais bonita da minha vida (...) A gente conseguiu, por meio de parcerias, apoios que estão transformando a realidade deles (dos alunos)."

Stefano Martini/ÉPOCA

Três judocas preparados pelo Instituto estiveram nas Olimpíadas de 2016, incluindo Rafaela Silva - primeira brasileira campeã mundial de judô - que é formada pelo polo da Cidade de Deus, em Jacarepaguá. Para ela, o papel do Instituto na sua vida foi fundamental: “Desde cedo, aprendi a correr atrás de tudo. O Reação me deu a chance de chegar ao título mundial. (...) Não consigo imaginar minha vida sem o judô. Como cresci em uma comunidade, era difícil ter objetivos ou sonhos".


Para Geraldo Bernardes - um dos coordenadores do projeto social e ex-judoca - suas conquistas esportivas agora fazem parte do passado. Seu atual momento é de dedicação ao trabalho de construção de novos talentos, de onde colecionada novas alegrias e vitórias: "Tudo ficou pequeno diante do que faço hoje, que é transformar pessoas como Rafaela, que tinha poucas perspectivas, em campeãs no esporte e na vida."


Desde sua criação, a iniciativa já teve sua ideia ampliada e incorporada à outros projetos sociais. Entre algumas de suas vitórias - além da bela história de superação de Rafaela Silva - estão os prêmios Brasil Olímpico e Atitude no Esporte, e também a participação Projeto Cidade da Copa e no Grand Prix Interclubes. Atualmente, o Instituto Reação prossegue colecionando reconhecimento e deixando seu nome na história do esporte, somando forças em prol do judô como forma de educação.

Instituto Reação/Divulgação


 
 
 

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 Editorial

Quase sempre, quem escreve a história são os vencedores e conquistadores, já dizia Nehru, primeiro Primeiro Ministro da Índia. Qual o espaço das periferias e minorias na história do mundo? Quem não está no centro, aqueles que, como diria Machado de Assis, não ganhou as batatas, perece nas margens do tempo.

Mas a cultura popular não só existe, como resiste. Com seus saraus, feiras, comidas e músicas, o povo continua fazendo sua cultura. Em tempos de um senado considerando a criminalização do funk, faz-se muito necessário a recordação e apreciação da história dos marginais, dos heróis ocultos de nossa sociedade. Esta edição da revista digital Janelas do Olhar mergulha em uma atmosfera de resgate e exaltação à memória das expressões de cultura popular, por vezes excluídos do meio hegemônico. 

© 2017 por Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro

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